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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

F1 Valência.

Após os três dias de treino dos novos carros da F1 em Valência já dá para se ter um desenho do início do campeonato. Bem, para começar a Red Bull não treinou. Continua uma incógnita, acredito que o projeto possa estar atrasado e não ser uma cartada da equipe para esconder o jogo.

Ficou claro, até pela diferença de tempos (de cinco a seis décimos) que a Ferrari está à frente dos seus competidores. Mostrou um carro consistente, pois se fosse um carro problemático Alonso teria alguma dificuldade em conseguir buscar o melhor tempo (cravou o melhor tempo dos testes na quarta feira).

A Sauber (que tem motor Ferrari) passou os testes em um confortável segundo lugar. Sim, confortável pois o mais perto que a Mercedes chegou de Kobayashi e Pedro De La Rosa foram dois décimos. Análise rápida: Sauber precisando de combustível financeiro andando de tanque vazio e Mercedes adaptando o carro para o regulamento andando de tanque cheio.

O que quase passou despercebido foi o trabalho da McLaren. Continua investindo no projeto, que acredito ser o menos aventureiro e mais concentrado. Treinou com Gary Paffet (piloto reserva) no primeiro dia, com Lewis no segundo e com Button no terceiro. Óbvio que treinou soluções diferentes e só foi rápida com Lewis Hamilton. Isso não significa que é ainda o melhor carro. Insisto que deve ser o melhor projeto, para o ano.

A Williams andou atrás, teve problemas elétricos nos primeiros dias, mas comemorou a durabilidade do motor Cosworth. Barrichello foi o que mais abriu informações, dizendo que sofreu um pouco com o carro pesado e com os pneus. A Cosworth promete uma versão nova do motor para antes do início da temporada.

A novidade da semana foi o lançamento do carro da Virgin GP, de Lucas de Grassi. Segundo seus proprietários, o carro foi totalmente desenvolvido por computador e não houve testes em túnel de vento. Se der certo pode ser uma revolução e uma tendência de economia para os próximos anos.

O que nos resta é aguardar os testes de Barcelona, saber se teremos mesmo Campos GP e USF1 (acho que não) e analisar um circuito com retas maiores, onde a potência do motor pode fazer a diferença.

Abraços a todos!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Sobre o Álcool no Brasil e o Google na China


A TV Globo tem publicado (até de forma insistente – a frota da Globo deve ser só de carros a álcool) inúmeras reportagens sobre a desvantagem atual em se ter um carro a álcool ou flex, devido ao preço do combustível estar alto.

Oras, se não estamos felizes com o programa de um combustível que é ambientalmente correto, alternativo a outro que finda e está sujeito ao mal humor de alguns árabes que adoram uma guerrinha, vamos simplesmente ficar gritando até abaixarem o preço do álcool.

Alguém colocou uma arma na sua cabeça e te obrigou a comprar um carro flex ou movido a álcool? Alguém vai te chamar de impotente se você chegar na loja onde compra automóveis e pedir um carro a gasolina?

Estamos em um país livre (sim, como os americanos dizem) e cada um tem que usar com sabedoria seu poder de escolha. Assim como para os usineiros é mais rentável direcionar sua produção para o açúcar já que o mercado internacional está pagando bem pelo produto. E assim como para nós, sabendo que isso é momentâneo podemos usar nosso poder de escolha e simplesmente não comprar o produto deles.


Falando em país livre, a Google ameaça o governo chinês de tirar todos os filtros de pesquisa de seu site na China. Tudo isso porque alguns hackers chineses invadiram o gigante dos softwares e esta se diz vulnerável demais.

Algum presidente daquele país pegou um jato e foi aos EUA pedir, ou melhor, implorar para o Google entrar em seu país? Houve uma grande revolução na praça da paz onde milhões de chineses pediam a vinda do Google a seu país?

Aquilo é uma ditadura que cresce cerca de 12% ao ano. O Google, temendo a concorrência e a entrada dos chineses no mercado deles, foi para lá, pediu para se instalar e barganhou isso por empregos para chineses. Usou seu poder de escolha. E a China usa o dela.

Assim, podemos combinar uma coisa. O governo chinês manda em seu país e o Google manda dentro de sua empresa. E, nós compramos gasolina se quisermos e o Boninho manda dentro da casa do BBB.

Abraços!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Reconhecimento é tudo que queremos

Com cinco meses de vida, a antropomidia teve mais de 35 mil visitantes. Quando comecei não sabia nada sobre blogs ou mídias sociais. O número me surpreende sim, por mais que existam blogs que tenham essa visitação por semana, não criei essa expectativa. Agora, o que mais dá satisfação para nós que escrevemos não é o número de visitantes e sim o reconhecimento através de comentários, emails, mensagens. Hoje ganhei mais um prêmio, um selo da amiga Isabel Ruiz do blog Espaço Vida em Construção e fiquei muito feliz pois este é o reconhecimento que esperamos. Muito obrigado Bel e que seu blog tenha muito sucesso!


Abraços e obrigado a todos pelas visitas e comentários no blog!

domingo, 24 de janeiro de 2010

Como anda o Admirável Gado Novo

Em meio à ditadura militar, 1980, inspirado na obra de autoria “admirável mundo novo” de Aldous Huxley, o músico Zé Ramalho compôs a bela canção “admirável gado novo”. Em sua letra o autor fala de uma massa oprimida e que não tem acesso à educação, dá mais do que recebe e mesmo assim tem fé no futuro. Logo se tornou uma espécie de hino da esquerda mais radical, que acreditava que a luta armada era a única forma de tomar o poder. O cenário era o povo do Norte e nordeste, mais tarde chamados de “descamisados” por Fernando Collor de Melo.



Bem, o tempo passou, em 2002 um presidente nascido politicamente no embrião do que seria o PT, o sindicato dos metalúrgicos, tomou posse e está há 8 anos no poder. Ouço a música e fico refletindo como está esse admirável gado novo. Esse povo sofrido, das periferias e rincões do norte e nordeste deste país.

Tudo dependerá por qual prisma queremos olhar. Se queremos olhar se esse povo está em condições sociais mais justas (comer, morar, vestir) não podemos dizer que está cem por cento mas acredito que a coisa evoluiu muito. Hoje as taxas de sobrevivência no nordeste são muito maiores. As ações de cidadania e da pastoral da criança são muito louváveis. O IDH tem subido.

As pessoas estão morando (em sua maioria) melhor. Já não são freqüentes as cenas de retirantes nordestinos passando fome e sede. Ainda existem, mas são menos vistas por nós. Essas pessoas estão com acesso. A palavra é acesso. Estão se vestindo melhor, podendo até ter empregos melhores e dignidade.

Por outro lado devemos analisar o meio como se chegou a isso. Não foi dividindo o “bolo” como a esquerda dizia nos anos oitenta. Até porque o “bolo” não dá para todo mundo. Ainda somos um país de terceiro mundo. Chegamos a esse resultado com políticas como o bolsa família, bolsa gás, bolsa eletricidade e ainda vem por aí a bolsa celular.

Longe de pregar aqui o fim dessas políticas, provoco todos a uma reflexão. Não acho que entregar o peixe é melhor que ensinar a pescar. Longe também de ser um pessimista, mas se por algum acaso, uma eventual crise, o governo não puder mais honrar com essas políticas assistencialistas jogaremos essas pessoas de volta ao nível abaixo da pobreza.

Por esse motivo, deixei para o final durante este artigo o fator educação. Não existe política social que possa ignorar que sem um alto investimento em educação possamos tirar essas pessoas das “bolsas” e realmente dar a elas a chamada oportunidade de inclusão. Em minha opinião é preciso investir nos professores, pagar melhores salários, principalmente para aqueles que ensinam até o jovem chegar à adolescência. É preciso investir em estrutura também, equipamentos, salas de aula e laboratórios.

É muito triste observar o ensino público falido. Estudei até chegar à universidade em escolas públicas. Hoje, todos os meus colegas de trabalho já planejam o futuro de seus filhos estudando em escolas particulares.

De outra forma, esse povo “marcado” continuará sendo tratado como “gado”, manipulado e sem coerência eleitoral. Talvez tenha nascido daí a expressão “curral eleitoral”.

Abraços!